6.2 Avaliação Institucional

Avaliação Institucional

 

A avaliação institucional[1], assim como o planejamento, são processos cíclicos e permanentes, essenciais para o desenvolvimento da universidade.  Por meio da avaliação apreende-se informações e dados sobre políticas, atividades e ações da universidade que possibilitam a análise global do seu desempenho em termos do que foi planejado e desenvolvido, em um determinado tempo e contexto sócio-político, sendo imprescindível para autoconhecimento e renovação de sua missão.

O processo de avaliação institucional tem como agente promotor a Comissão Própria de Avaliação[2] (CPA), com o objetivo de compreender a realidade da UFOB para recomendar ações visando buscar o aprimoramento das dimensões da universidade, colocando o processo avaliativo a serviço do projeto de universidade anunciada. Para tanto, a autoavaliação é orientada por uma concepção formativa, uma vez que estamos numa instituição de ensino e todas as políticas, atividades acadêmicas e de gestão devem apropriar-se do caráter pedagógico, contribuindo com a formação acadêmica, cidadã e profissional de estudantes comprometidos.

A Comissão Própria de Avaliação, em seu Projeto de Autoavaliação Institucional da UFOB, intenciona que a “autoavaliação promova um diagnóstico das dimensões e suas atividades desenvolvidas ou em desenvolvimento na universidade”[3], declarando as ações que poderão ser realizadas rumo à qualificação de suas políticas e práticas, apontadas tanto no PPI, quanto neste documento. 

Desta forma, a proposta metodológica da CPA para o processo de autoavaliação institucional está pautada na perspectiva da abordagem qualitativa, com a devida conjugação com a abordagem quantitativa, mediante os seguintes instrumentos: (i) Análise documental; (ii) Questionário misto; (iii) Grupo de discussão.

Os resultados do processo de autoavaliação fazem parte do rol informacional da UFOB para subsidiar a tomada de decisão, orientando a gestão universitária na correção de rumos e a busca pela solução dos problemas encontrados. A avaliação formativa[4] ganha sentido se estiver a serviço da construção ou reconstrução do projeto de Universidade, dialogando com os agentes pertencentes a essa comunidade, tornando claro que a avaliação seja um ato permanente, processual, cotidiano e implicando na construção de uma cultura avaliativa.

Da mesma maneira que se planeja o processo de autoavaliação institucional, a CPA precisa promover reflexão acerca do fazer avaliativo, buscando assim, seu próprio aprimoramento em cada ciclo. Dessa forma, é possível replanejar o uso de novos instrumentos avaliativos e de acompanhamento, novos canais de comunicação com as comunidades interna e externa, fortalecendo, a cada ciclo, a cultura de autoavaliação, como um instrumento transformador da instituição.

Uma das atribuições da CPA é a produção de relatórios que formalizem os processos e resultados da autoavaliação da instituição, viabilizando a construção histórica da cultura de autoavaliação demarcando seu lugar e importância. Na perspectiva da autoavaliação formativa, a participação crescente da comunidade universitária nas atividades propostas pela CPA, bem como o comprometimento com as discussões acerca do planejamento, avaliação e consequentemente a realização da UFOB que queremos, é foco principal de todos processos, aliado com uma gestão democrática e participativa.

O eixo da avaliação externa[5] constitui-se como uma ferramenta importante para o processo de desenvolvimento institucional, uma vez que estimula a sinergia entre o fazer acadêmico, sua avaliação e a melhoria contínua dos processos de ensino-aprendizagem. De maneira análoga ao processo de auto avaliação, quando ocorre a avaliação externa, em todos os seus estágios - preparação, realização e análise do resultado – os agentes promotores do desenvolvimento institucional devem promover ações conjuntas e orquestradas buscando continuamente a melhoria das avaliações, e consequentemente, a melhoria da visão da sociedade sobre sua interação e prestação dos serviços de ensino, pesquisa e extensão.

A autoavaliação institucional agrega, para uma análise global e contextualizada da UFOB, informações advindas da avaliação externa. A análise dos atos regulatórios (autorização, reconhecimento, renovação de reconhecimento de cursos, bem como do recredenciamento da universidade) é importante na indicação das potencialidades e fragilidades da instituição, as quais precisam ser consideradas no planejamento das ações em prol da melhoria de suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão.

 

 

 

Bibliografia

 

[1] Lei n°10.861/2004 foi instituído o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).

[2] Portaria 216/2018 (composição da CPA).

[3] CPA. Projeto de avaliação interna ou autoavaliação institucional da UFOB, Barreiras. 2018. 20p. (p. 14)

[4] Resolução Consuni 04/2018 (regimento interno da CPA).

[5] A avaliação externa é realizada por membros pertencentes à comunidade acadêmica e científica de outras instituições, reconhecidos pelas suas capacidades em áreas específicas e portadores de ampla compreensão sobre instituições universitárias; e são orientados pelo MEC/INEP.

Mais nesta categoria: « 6.1 Processo de Planejamento

1 Comentário

  • Link do comentário André Issao Sato Quarta, 21 Agosto 2019 17:30 postado por André Issao Sato

    Prezados,

    No Item 6.2 Avaliação Institucional. O agente promotor da avaliação institucional é a CPA, mas a avaliação interna de curso, parte integrante da autoavaliação, é organizada pela PROGRAF.

    No demais, considero um documento de excelência e profunda compreensão da UFOB. Parabenizo a equipe pelo grandioso trabalho realizado e pelo objetivo alcançado.

    Relatar

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Template by JoomlaShine