6.1 Processo de Planejamento

Processo de Planejamento 

 

O Plano de Desenvolvimento Institucional é primeira ferramenta para ser utilizada no processo de planejamento institucional, onde o registro da UFOB que queremos será transformado em ações conjuntas.

O conceito de planejamento como processo pode ser compreendido quando associado as questões conjunturais que tanto interferem no processo da gestão institucional, sejam elas questões internas à instituição ou externas. Ao considerarmos a existência do PDI como ponto de partida para a realização da universidade anunciada, outras variáveis devem ser consideradas para tal realização, o planejamento institucional é o locus para essa realização.

O processo de planejamento pautado na instituição deve conter periodicidade determinada, os ciclos de planejamento devem interagir com as diversas variáveis que estão postas para a realização do PDI: orçamento, oscilações políticas, sejam elas internas ou externas, natureza do projeto a ser empreendido, ciclo formativo dos estudantes, capacidade dos agentes envolvidos, autonomia da unidade interessada, dentre outras variáveis que possam estar associadas a realização do plano. 

Quando a instituição acolhe que planejamento é um processo continuo articulado a todos os níveis da gestão institucional, a elaboração de planos associados passa a fazer parte do cotidiano institucional, ou seja, o planejamento e sua execução é a única atividade a ser realizada por seus gestores e suas equipes que viabiliza a realização da universidade anunciada.

A importância da elaboração dos planos associados se dá pela necessidade de detalhamento para a realização das ações e a metodologia de gestão por projetos versa muito bem sobre essa forma de organizar as atividades a partir dos resultados que se deseja obter. A complexidade da gestão universitária requer um grau elevado de organização e transversalidade nas ações, uma vez que o processo de planejamento pode ser visto como uma teia que cada pequena ação impacta nas diversas áreas. 

Além de realizar a UFOB que queremos a partir do planejamento, o outro propósito é instituir a cultura do planejamento na comunidade universitária, ou seja, que a cada realização, que a cada projeto a ser pensado, já nasça associado às metas institucionais para seu desenvolvimento e aprimoramento e tenha seu plano traçado. A prática do planejamento pode ser considerada disruptiva, uma vez que impele os sujeitos pertencentes a uma instituição estruturarem seus fazeres a partir do planejamento, rompendo com as regras informais[1] da sociedade, e viabilizando a funcionalidade da instituição.

Dentro da estrutura organizacional[2] proposta o papel da Pró reitoria de planejamento e desenvolvimento institucional é conduzir o processo de planejamento para alcance dos resultados. Para isso, o acompanhamento do processo de planejamento tem peso significativo para o sucesso institucional, e deve considerar desde a escolha das ferramentas tecnológicas para registro e acompanhamento, passando pela capacitação dos agentes vinculados ao processo de planejamento, incluindo os gestores e as lideranças, e ainda, deve considerar qual o grau de autonomia para a condução do processo. Este último, salienta a correlação entre as áreas para a execução do plano e a transversalidade atuante da Pró-Reitoria de planejamento e desenvolvimento institucional.

O quadro abaixo exemplifica a necessidade da atuação transversal da Pró reitoria de planejamento e desenvolvimento institucional, uma vez que as iniciativas impactam em diversas diretrizes, como uma teia de atuação para o desenvolvimento sistêmico da instituição. 

 

  

 

A proposta do projeto abaixo é a organização e o aprimoramento dos mecanismos de geração de informação da UFOB, não só para o objetivo final de controle interno, mas em especial para o aprimoramento da gestão organizacional como um todo, partindo da gestão da informação (PR11) para as análises para  tomada de decisão sobre processos internos de melhoria de nossos indicadores acadêmicos, como por exemplo, a retenção e, consequentemente, os indicadores de conclusão de curso. 

 

 

 

Sob este aspecto, torna-se importante também a introdução do termo cultura da responsabilização; é a corresponsabilidade pelo sucesso ou fracasso dos projetos devido a atuação transversal da Pró-Reitoria de planejamento e desenvolvimento institucional, coordenando as ações junto aos diversos agentes vinculados a estruturas organizacionais diferentes.

O Mapa Estratégico evidencia a transversalidade de atuação e a corresponsabilidade entre as diversas áreas gestoras da instituição, como é possível verificar com a iniciativa estratégica “Aprimorar o planejamento acadêmico com foco na redução do tempo de permanência do estudante”, que está associado ao objetivo estratégico “Aprimorar a gestão da informação”, vinculada a unidade de TIC; tal iniciativa está correlacionada aos índices acadêmicos, evidenciada pela iniciativa estratégica “Implementar programa de redução dos índices de evasão e retenção”, desta forma, o processo de gestão universitária constitui-se numa rede de implicações.

 

 

 

 

 

Bibliografia

[1] NORTH, Douglass. Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, São Paulo: Três Estrelas, 2018.

[2] Resolução CONSUNI 12/2018 (Regimento Geral).

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Template by JoomlaShine