5.2 Plano de Capacitação e Qualificação

Plano de Capacitação e Qualificação

 

O tema gestão de pessoas é caro às instituições públicas federais, não somente pela legislação, mas em especial pelo caráter educativo e formativo que as universidades têm, onde os valores acerca do desenvolvimento do pessoal que integra os quadros e o aprimoramento constante da qualidade da oferta dos serviços públicos estão presentes.

Destacamos do decreto 5.707[1] de fevereiro de 2006 a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão, o desenvolvimento permanente do servidor público e a racionalização e efetividade dos gastos com capacitação como premissas norteadoras do plano de qualificação e capacitação dos servidores. A partir dessas premissas as instituições elaboram seu planejamento para o desenvolvimento de pessoal de maneira integrada aos seus objetivos estratégicos, respondendo à pergunta “para quê capacitamos e qualificamos nosso quadro de pessoal? ”.

Com essa resposta, os quadros de servidores Técnico Administrativo e Docente alinham-se com as perspectivas de desenvolvimento institucional, contribuindo para que a instituição cada vez mais avance em suas melhorias, aprimoramentos e desenvolvimento institucional. A partir das premissas da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal a UFOB está em processo de elaboração de seus planos para o desenvolvimento de ambas as carreiras.

  

 

  

 

Ao construir o Plano de Capacitação é preciso perpassar pelas diretrizes de gestão levantadas que mostraram a necessidade de mapear os fluxos dos processos e as competências, desenvolvendo ações que despertem a noção de pertencimento em prol da qualidade da prestação do serviço público com cooperatividade, comprometimento, pro-atividade e autonomia.

Dentro da perspectiva do desenvolvimento das pessoas e a gestão por competências, vale registrar a importância de promover ambas as dimensões, técnicas e comportamentais.

 

 

 

Quando analisamos o processo de planejamento institucional,  compreendemos que planejar é navegar em uma teia complexa de ações correlacionadas e correspondentes, nas diretrizes de pesquisa, temos a proposição “Incentivar discentes e docentes a participarem de eventos científicos”[1], assim como  “capacitação dos docentes para a captação de recursos em órgãos de fomento”, dentre outras correlações, reforçando a necessidade do olhar trans-institucional para a solução de diferentes problemas, ainda mais prementes em uma nova universidade. A visão transversal da gestão institucional permite a formação do corpo de servidores de maneira completa, unindo o profissional com a realização do fazer universitário de excelência.

O corpo técnico administrativo é composto por 259 servidores, desses servidores, a sua maioria é do sexo masculino, num total de 53% e 45% deles possuem título de especialista demonstrando bom nível de preparo técnico, no entanto, apenas quatro técnicos possuem doutorado e 10% do total possuem mestrado, evidenciando a necessidade de criação e validação do programa de qualificação dos servidores técnicos administrativos. [2]

O corpo docente possui em seu total 406 professores, sendo 362 do quadro permanente e 44 substitutos, sendo 58% do sexo masculino e 42% do sexo feminino, do quadro permanente. Quanto a titulação, a instituição apresenta 51% com a titulação de doutor, 41% de mestre e 8% entre especialistas e graduação superior. Para os processos avaliativos, bem como para catalisação da pesquisa, melhores indicadores são os compostos por um quadro docente com maior número de doutores, apontando assim a possibilidade de incentivos à constante qualificação do corpo docente presente.

O processo de qualificação além de ampliar os indicadores da UFOB e contribuir para o desenvolvimento profissional do docente, solidifica o vínculo profissional e o sentimento de pertencimento daquele profissional, resultando em maior compromisso e, consequentemente com a melhoria do processo de formação dos estudantes. 

Quanto a carga horária a UFOB apresenta a maioria dos seus docentes permanentes em regime de dedicação exclusiva com 92% do seu total, 7% se encontram no regime de 20 horas semanais com e o restante no regime de 40 horas semanais. Sobre a classe funcional, a instituição possui 27% do corpo docente na Classe C, professor adjunto, 21% na Classe A professor assistente e, aproximadamente, 21% na Classe A de professor adjunto, o que demonstra a juventude da universidade, onde vale ressaltar o nível de progressão de carreira atinge seu máximo na classe E, Titular.

O processo de desenvolvimento de pessoal, em especial os servidores docentes, deve ter como alicerce o estudo global do desenvolvimento acadêmico que a instituição deseja atingir, em um espaço temporal pré-determinado. A discussão acerca da titulação, áreas de conhecimento, dedicação aos cursos de graduação e pós-graduação, bem como o espectro do desenvolvimento da pesquisa devem figurar a tomada de decisão quando da elaboração dos editais de concursos, alinhando assim, as demandas prementes com o processo de contratação.

 

 

Bibliografia

[1] Projeto Político Pedagógico-Institucional UFOB. 2016, item H, pág.110.

[2] Os dados de servidores são referentes a elaboração da folha de pagamento de julho-2019, UFOB.

 

1 Comentário

  • Link do comentário Filipe Nepomoceno Terça, 10 Setembro 2019 11:43 postado por Filipe Nepomoceno

    Onde se lê:
    O tema gestão de pessoas é caro às instituições públicas federais, não somente pela legislação, mas em especial pelo caráter educativo e formativo que as universidades têm, onde os valores acerca do desenvolvimento do pessoal que integra os quadros e o aprimoramento constante da qualidade da oferta dos serviços públicos estão presentes.
    Destacamos do decreto 5.70713 de fevereiro de 2006 a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão, o desenvolvimento permanente do servidor público e a racionalização e efetividade dos gastos com capacitação como premissas norteadoras do plano de qualificação e capacitação dos servidores. A partir dessas premissas as instituições elaboram seu planejamento para o desenvolvimento de pessoal de maneira integrada aos seus objetivos estratégicos, respondendo à pergunta “para quê capacitamos e qualificamos nosso quadro de pessoal? ”.
    Com essa resposta, os quadros de servidores Técnico Administrativo e Docente alinham-se com as perspectivas de desenvolvimento institucional, contribuindo para que a instituição cada vez mais avance em suas melhorias, aprimoramentos e desenvolvimento institucional. A partir das premissas da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal a UFOB está em processo de elaboração de seus planos para o desenvolvimento de ambas as carreiras.

    Leia-se:
    A formação continuada de servidores técnicos administrativos e docentes contribui para a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão. O desenvolvimento permanente do servidor público constituir-se-á através do plano de qualificação e capacitação dos servidores.
    O alinhamento dos quadros de servidores Técnico Administrativo e Docente com as perspectivas de desenvolvimento institucional será estabelecido no âmbito dos Centros e da Reitoria, contribuindo para que a instituição cada vez mais avance em suas melhorias, aprimoramentos e desenvolvimento institucional, a partir das premissas da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal de que trata o Decreto nº 5.707 de fevereiro de 2016.

    Descartar texto:
    Ao construir o Plano de Capacitação é preciso perpassar pelas diretrizes de gestão levantadas que mostraram a necessidade de mapear os fluxos dos processos e as competências, desenvolvendo ações que despertem a noção de pertencimento em prol da qualidade da prestação do serviço público com cooperatividade, comprometimento, pro-atividade e autonomia.
    Dentro da perspectiva do desenvolvimento das pessoas e a gestão por competências, vale registrar a importância de promover ambas as dimensões, técnicas e comportamentais.

    Descartar Quadro 51:
    Quadro 51. Diretrizes e objetivos estratégicos para Capacitação e Qualificação

    Inserir Quadro 51a:
    Quadro 51a: Quadro de Servidores Técnicos Administrativos:

    Inserir Quadro 51b:
    Quadro 51b: Quadro de Servidores Docentes:

    Inserir Quadro 51c:
    Quadro 51c: Quadro de Servidores e Projeção de Cargos:

    Descartar texto:
    Quando analisamos o processo de planejamento institucional, compreendemos que planejar é navegar em uma teia complexa de ações correlacionadas e correspondentes, nas diretrizes de pesquisa, temos a proposição “Incentivar discentes e docentes a participarem de eventos científicos”14, assim como “capacitação dos docentes para a captação de recursos em órgãos de fomento”, dentre outras correlações, reforçando a necessidade do olhar transinstitucional para a solução de diferentes problemas, ainda mais prementes em uma nova universidade. A visão transversal da gestão institucional permite a formação do corpo de servidores de maneira completa, unindo o profissional com a realização do fazer universitário de excelência.

    Descartar texto:
    O processo de qualificação além de ampliar os indicadores da UFOB e contribuir para o desenvolvimento profissional do docente, solidifica o vínculo profissional e o sentimento de pertencimento daquele profissional, resultando em maior compromisso e, consequentemente com a melhoria do processo de formação dos estudantes.

    Onde se lê:
    O processo de desenvolvimento de pessoal, em especial os servidores docentes, deve ter como alicerce o estudo global do desenvolvimento acadêmico que a instituição deseja atingir, em um espaço temporal pré-determinado. A discussão acerca da titulação, áreas de conhecimento, dedicação aos cursos de graduação e pós-graduação, bem como o espectro do desenvolvimento da pesquisa devem figurar a tomada de decisão quando da elaboração dos editais de concursos, alinhando assim, as demandas prementes com o processo de contratação.

    Leia-se:
    Tendo como foco a Formação Continuada de Técnicos Administrativos, a UFOB apoiará a promoção e oferta de cursos internos e externos, como Aperfeiçoamento, Extensão, Especialização, Mestrado e Doutorado. O Programa de Apoio à Qualificação é uma das ações que serão desenvolvidas pela UFOB, visando o incremento na capacitação dos técnicos administrativos em educação, através da promoção de graduação, especialização, mestrado e doutorado, a partir do ressarcimento parcial de mensalidades em instituições privadas aos servidores aprovados em processo seletivo para este fim. O MINTER e o DINTER também são ações que visam a ampliar a qualificação dos TAEs através da pactuação de parcerias entre as Instituições Federais de Ensino que ofereçam os cursos de mestrado e doutorado. Será apoiada a reserva de vagas para servidores nos editais internos dos cursos de Especialização, Mestrado e Doutorado ofertados pela UFOB.
    A UFOB estimulará e apoiará o ingresso de técnicos administrativos em programas de Mestrado e Doutorado. A concessão do afastamento para capacitação dos TAEs, a concessão da licença para capacitação e o horário especial de estudante também será estimulada para a qualificação dos mesmos, uma vez que a participação do servidor nessas ações de qualificação visa a ampliação de sua formação, o seu desenvolvimento e a preparação para a realização de suas atividades no ambiente laboral. Da mesma forma, será apoiada a participação em cursos de capacitação de curta duração, que também contribuem para o desenvolvimento do servidor, assim como participação em cursos, simpósios, reuniões e outros eventos relacionados à aquisição de conhecimentos e ao desenvolvimento de competências. A UFOB tem como objetivo para o ano 2019, completar a elaboração de um programa de capacitação e qualificação no âmbito dos Centros e da Reitoria, instituindo a política e as diretrizes para o desenvolvimento dos servidores e atendimento das demandas específicas ao cargo e aos ambientes organizacionais, considerando a urgência da instituição do Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal, de que trata o Decreto nº 5.707 de fevereiro de 2006.
    O processo de desenvolvimento dos servidores docentes deve ter como alicerce o estudo global do desenvolvimento acadêmico que a instituição deseja atingir, em um espaço temporal pré-determinado. A discussão acerca da titulação, áreas de conhecimento, dedicação aos cursos de graduação e pós-graduação, bem como o espectro do desenvolvimento da pesquisa devem figurar a tomada de decisão quando da elaboração dos editais de concursos, alinhando assim, as demandas prementes com o processo de contratação.

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