3.5 Os Municípios Sede da UFOB

Os Municípios Sede da UFOB

 

As cincos sedes da UFOB apesar da proximidade geográfica, política e cultura apresentam dados econômicos e educacionais bem distintos entre sim. Uma análise mais profunda de todas as cidades se faz importante para entender qual o planejamento mais adequado para as suas realidades socioeconômica.

 

3.5.1 Barra

Distante 341 Km de Barreiras, o município de Barra situa-se nos limites ocidentais do Sertão de Rodelas. O desenvolvimento da cidade de Barra sofreu um grande revés econômico a partir dos anos de 1960, com a construção da Rodovia Salvador/Brasília (BR-242). O Rio São Francisco gradualmente deixou de ser a principal via de comunicação entre o litoral e o centro do Brasil. A BR-242 e a ponte sobre o rio São Francisco, construída em Ibotirama/BA nos anos de 1980, reduziram o caminho por via terrestre e Barra deixou de ser passagem obrigatória do comércio entre o litoral e o Oeste Baiano, mas se mantém como importante centro cultural e político do sertão do São Francisco.

A cidade de Barra é o quarto município mais populoso do oeste da Bahia com 53.231 habitantes, segundo o IBGE/2018. Com IDHM de 0,56, indicador considerado baixo para o PNUD e abaixo da média da região de 0,60; Barra possui PIB per capita em 2016 de R$6.408,63, muito abaixo da média do território UFOB de R$ 10.442,71, o que configura mais uma vez os problemas de desigualdade social na região. Barra possuem o menor PIB entre as cinco sedes UFOB.

 

 

 

 

 

A chegada da universidade na região acompanha um aumento dos indicadores do IDEB para as diferentes classes de ensino, no entanto os valores continuam muito abaixo tanto do Estado da Bahia quanto da média dos territórios identidade. 

 

 

 

 

3.5.2 Barreiras

Agraciada inicialmente em 2006 com o ICADS, um campus avançado da UFBA, a cidade de Barreiras situa-se, aproximadamente a 870 km, da capital Salvador. Com o crescimento do número de habitantes a ocupar as margens do Rio Grande, o comércio passou a ser feito onde hoje se situa Barreiras em meados do século XIX desenvolvendo fortemente a localidade.

Principal cidade do oeste baiano, é ponto de convergência que exerce um efeito dinamizador sobre o conjunto de municípios de sua microrregião. A cidade de Barreiras, demonstra um significativo avanço no comércio, na indústria e nos serviços. Como consequência o município abriga hoje, além da UFOB, as principais instituições públicas de ensino superior do estado da Bahia, o IFBA e a UNEB, que oferecem cursos de graduação e pós-graduação em diversos campos do saber.

O município de Barreiras apresentou o segundo maior PIB entre as cidades sede da UFOB em 2016 com, aproximadamente, R$ 3,4 bilhões. A cidade apresenta também um dos melhores indicadores de desenvolvimento humano da região com IDHM de 0,72. No entanto, a localidade configura bem os contrastes regionais. Apesar de um PIB per capita muito maior que a média das cidades vizinhas em 2016, o município possui um índice de Gini de 0,56, maior que a média regional de 0,54, o que sinaliza uma renda bem concentrada. Os indicadores do IDEB abaixo dos valores do Estado da Bahia e da média nacional também retratam o problema estrutural da educação no local.

 

 

 

 

 

O Campus Barreiras por ser o mais antigo, desde a criação do ICADS, é o campus que concentra o maior número de cursos, incluindo a pós-graduação. 

 

 

 

 

 

3.5.3 Bom Jesus da Lapa

Localizado distante 323 Km do município de Barreiras. Bom Jesus da Lapa foi uma cidade agraciada pela estrutura multicampi da UFOB. Tem sua geografia física situada no Médio do São Francisco, compreendida no território do “Polígono das Secas” fazendo fronteira com os territórios vizinhos de Paratinga, Riacho de Santana, Sitio do Mato, Serra do Ramalho, Muquém do São Francisco e Malhada.

De acordo com dados do último censo demográfico (IBGE, 2013), Bom Jesus da Lapa possui atualmente uma população de 63.480 habitantes, com densidade demográfica de 15,11 Hab/km², estando a maioria da população (67,9%) residindo na zona urbana do município. Entre a população rural (32,1%), destaca-se a presença de numerosas comunidades quilombolas (Alagoinhas, Barreira, Barrinha, Nova Batalhinha, Bebedouro, Campo Grande I, Campo Grande II, Capão de Areia, Araçá/Cariacá, Jatobá, Fazenda Volta, Fortaleza, Juá/Bandeira, Lagoa do Peixe, Macaco, Nova Volta, Patos, Pedras, Peixes, Piranhas, Rio das Rãs, Santa Rita, Peroba).

As principais atividades econômicas do município são a agricultura, o comércio, o turismo religioso e a pesca. O comércio é impulsionado pelo turismo religioso, considerando que a cidade de Bom Jesus da Lapa, conhecida como “Capital Baiana da Fé”, sedia a terceira maior romaria do Brasil que atrai milhares de fiéis ao santuário católico. A agricultura tem um marco importante com o Projeto Formoso ou Distrito de Irrigação Formoso, implantado pelo Governo Federal, por intermédio da CODEVASF, às margens do Rio Corrente. 

 

 

 

Bom Jesus da Lapa apresenta indicadores de desigualdade social e vulnerabilidade social bem em média com o dos municípios do território UFOB. No entanto, os indicadores educacionais do ensino fundamental I ficaram bem aquém da média da região e do Estado, apesar de apresentar evolução condizente com a chegada do campus UFOB na cidade.

 

 

 

 

3.5.4 Luís Eduardo Magalhães

Beneficiada por um campus da UFOB, o município de Luís Eduardo Magalhães tem sua criação associada ao município de Barreiras. Fundado em 1984, primeiramente, como o povoado de Mimoso e dois anos mais tarde como Mimoso do Oeste, Luís Eduardo Magalhães consegue sua emancipação de distrito para município no ano 2000, após grande batalha política.

O desenvolvimento e crescimento da cidade se associam peremptoriamente às propostas elaboradas pelo governo brasileiro, em fins da década de 1970, no sentido de desenvolver a agricultura voltada para o mercado externo. Os incentivos fiscais e o credito rural se associaram aos preços diminutos das terras da região transformando-se num polo atrativo para pessoas de diversas localidades que buscavam uma oportunidade.

 

 

Luís Eduardo Magalhães apresentou em 2016 o maior PIB entre as cinco sedes da UFOB com, aproximadamente, R$ 4 bilhões.  Com população estimada de 84.753 habitantes, segundo dados do IBGE de 2018, a cidade também caracteriza as discrepâncias da região. Apesar de possui o maior PIB per capita em 2016 entre todas as sedes e territórios UFOB com R$ 48.938, o município apresenta um altíssimo índice de Gini de 0,62, ficando muito acima da média dos territórios identidades, o que configura a riqueza do município muito concentrada. Os dados educacionais da cidade se apresentam melhores do que das outras sedes e acima dos territórios UFOB demonstrando que um bom trabalho tem sido feito na gestão educacional da cidade. 

 

 

 

 

 

3.5.5 Santa Maria da Vitória

Distante, aproximadamente, 222 Km de Barreiras, a cidade de Santa Maria da Vitória é uma das principais cidades do Oeste da Bahia, e a principal cidade da Bacia do Rio Corrente, composta por 11 municípios: Brejolândia, Canápolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santana, Santa Maria da Vitória, São Felix do Coribe, Serra Dourada e Tabocas do Brejo Velho.

Foi uma cidade bastante afetada pela política do coronelismo na República Velha, as lutas entre os coronéis duraram até o início dos anos de 1930. Essas disputas acabaram por dificultar o desenvolvimento de instituições fortes na bacia do Rio Corrente. A transferência da capital do Brasil para Brasília ajudou a aumentar o fluxo de mercadorias e pessoas na região modificando a economia do município

Entre as cinco sedes, Santa Maria da Vitória foi incluída por último no projeto multicampia, agraciada com os cursos de Artes Visuais e Publicidade & Propaganda. Santa Maria da Vitória apresenta um dos menores PIB das cinco sedes com aproximadamente R$411 milhões em 2016 e um PIB per capita abaixo da média regional com R$ 9.826,29 no mesmo ano. Os indicadores de IDEB apresentaram melhora com a chegada da universidade, mas ainda demonstram um caminho longo a ser percorrido para melhora do cenário educacional da região. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 Comentário

  • Link do comentário David Dutkievicz Sexta, 13 Setembro 2019 09:37 postado por David Dutkievicz

    Seria interessante fechar o item 3.5 com uma tabela comparativa entre os municípios sede da UFOB, assim fica mais claro para o leitor se situar entre os campi.

    Relatar

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