4.2 Extensão, Tecnologias Sociais, Internacionalização e Inovação

Extensão, Tecnologias Sociais, Internacionalização e Inovação

 

Em consonância com seu Projeto Político-Pedagógico a Extensão Universitária na UFOB, tem como propósito, promover a plena integração entre Universidade e Sociedade, em uma relação transformadora balizada na produção, socialização, registro e difusão de saberes e práticas de cunho social, cultural, artístico, científico, esportivo, ambiental e tecnológico. Desta forma, prioriza uma política de extensão que busque ampliar a integração em todos os níveis acadêmicos, pelo desenvolvimento de programas e projetos, relacionados ao ensino e à pesquisa para a transformação do seu entorno social.

A concepção histórica de universidade que detém os conhecimentos e apenas os repassa à sociedade provocou seu distanciamento, supervalorizando as funções de ensino, pesquisa e extensão como um fim da ação universitária e não como um meio para a promoção da transformação social, em especial na região na qual está inserida validando a importância do programa de expansão das instituições públicas de ensino superior[1].

Neste novo contexto de Universidade, o estímulo para a elaboração de projetos que sejam multidisciplinares e que integrem Universidade e Sociedade se faz presente, incentivando a produção, inovação e transferência de conhecimentos, buscando a valorização dos saberes populares e locais, e com isso alavancando o desenvolvimento tecnológico e social.

A expressão dessa relação orgânica entre universidade e sociedade pode ser expressa também pela promoção do empreendedorismo entre discentes, servidores e sociedade, por meio das tecnologias sociais e dos programas de extensão universitária. 

O Instituto de Tecnologia Social (ITS) – Instituto voltado para promover a geração, o desenvolvimento e o aproveitamento de tecnologias voltadas para o interesse social - tem compreendido Tecnologia Social como o conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social e melhoria das [suas] condições de vida[2].

A partir da percepção de uma demanda social, marginalizada pelas tecnologias consideradas modernas, é que as tecnologias sociais assumiram o papel de estreitamento dos laços com as comunidades periféricas com objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dessas populações e promover a inserção social.[3]

Ações institucionalizadas de fortalecimento das parcerias são de grande valor para o desenvolvimento e consolidação da UFOB na região do Oeste Baiano, em especial por ser uma universidade nova, e boa parcela da população local ainda não se apropriou de sua existência. Desta forma, é possível perceber nas cidades onde estão localizados seus campi fora de sede, a necessidade de atuação junto ao setor privado e ao poder público, promovendo ações que ampliem a participação da comunidade externa na instituição, com o objetivo de divulgar a produção científica institucional, voltada para a promoção do desenvolvimento local, podendo assim atrair novos parceiros para as ações extensionistas.

 

 

 

 

Não há como dissociar o fazer universitário atual com o caráter de internacionalização de nossas instituições, embora o momento político e econômico interfira veementemente nas parcerias e possibilidades de ampliação da mobilidade acadêmica, a UFOB tem como tarefa atuar em redes, realizando parcerias universitárias nacionais e internacionais, bem como utilizar-se de sua expertise para captação de recursos externos e na participação em editais internacionais.

Para não perder os ganhos alcançados pelo programa Ciências sem Fronteiras, deve haver um esforço institucional para ampliar a mobilidade de servidores e discentes com amplitude regional, nacional e internacional, viabilizando também as missões de curta duração, associada a proposta de ampliação da mobilidade está o desenvolvimento do caráter multilinguístico da universidade, viabilizando assim, o primeiro passo para o desafiante processo de internacionalização. 

 

 

 

 

 

A execução deste Plano abre o momento de consolidação da UFOB, onde as ações acadêmicas devem estar imbrincadas em prol do desenvolvimento local, a região onde a UFOB atua, mas sem perder de vista a perspectiva de atuação global, uma vez que os impactos dos achados acadêmicos e suas produções intelectuais confluem para a rede de conhecimento que se tece cotidianamente nas instituições de ensino e nos espaços de pesquisa. 

 

  

 

  

 

  

   

A atuação da UFOB no Oeste da Bahia requer um olhar dedicado, para isso, a elaboração de projetos que congreguem ações coordenadas voltadas para promover maior conhecimento da região e suas demandas, atuam como viabilizadores da realização da UFOB que desejamos em atuação e interação social.

 

 

 

Em dezembro último, o Conselho Nacional da Educação[4], estabelece que as atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular estudantil dos cursos de graduação, as quais deverão fazer parte da matriz curricular. Desta forma, este Plano de Desenvolvimento Institucional, propõe um plano de ação para aplicar o artigo 13 da resolução CNE, que tem o prazo de 3 anos para total implementação da resolução. 

 

 

 

Assim como está identificado no capítulo sobre o processo de planejamento, outros planos associados deverão ser elaborados para que as especificidades, neste caso, de cada Centro sejam detalhadas, proporcionando assim o avanço científico e acadêmico em cada uma das áreas específicas, tendo como eixo norteador a promoção de atividades de ensino inovadoras na perspectiva da inclusão cidadã.

 

 

Bibliografia

[1] ALMEIDA, 2010 apud KLOSSOWSKI; FREITAS; FREITAS, 2016, p.4.

[2] ITS, 2004, p. 26 apud KLOSSOWSKI; FREITAS; FREITAS, 2016, p.5.

[3] CALDAS, 2007, p.17 apud KLOSSOWSKI; FREITAS; FREITAS, 2016, p.5.

[4] Resolução CNE 7 de 18/12/2018 (diretrizes para extensão)

1 Comentário

  • Link do comentário DAVID DUTKIEVICZ Sexta, 20 Setembro 2019 10:49 postado por DAVID DUTKIEVICZ

    Nos quadros 33, 37 e 38, seria interessante mostrar os dados do “ano anterior”, já que o quadro faz relação direta a dados de 2018, não expostos.
    No quadro 36, importante incluir nos objetivos estratégicos, a inclusão digital na nossa comunidade interna e também externa.

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